DICA DE LEITURA I SAÚDE MENTAL

O canal de notícias G1 fez uma reportagem importantíssima sobre como o cuidado com a saúde mental e as experiências que crianças e jovens estão vivenciando durante o isolamento social são mais importantes que o “dar conta” de conteúdo pelo conteúdo. O texto apresenta pontos importantes e, gostaríamos de compartilhar por aqui também!

 

Saúde mental de alunos e experiências em meio à pandemia importam mais que recuperar conteúdos, dizem especialistas


Segundo educadora e psicóloga ouvidas pelo G1, crianças e adolescentes podem aprender com a pandemia. No retorno às aulas, é necessário entender que eles vão levar “marcas” de tudo o que aconteceu.


Especialistas ouvidos pelo G1 alertam: mais importante do que recuperar o conteúdo perdido, é se preocupar com a saúde mental das crianças e dos adolescentes e o que a pandemia pode ensiná-los.

A professora do Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Tatiana Lebedeff usou as redes sociais para discutir sobre o tema. No texto, ela pede que, depois que forem retomadas às aulas, as escolas reflitam com as crianças o que significou essa experiência para elas e para as famílias.

A educadora mostra a importância dos pequenos se libertarem durante o tempo em que ficarem isolados.

“Ninguém estava preparado para a educação domiciliar: nem escolas, nem crianças, nem famílias. Eu desejo que o retorno depois não seja sofrido, nem para as crianças, nem para os professores. Vejo os pais muito preocupados com nota, a avaliação, estão vivendo um momento de sofrimento. Vejo discussões de como vão repor as aulas, mas não uma discussão de como isso vai ser feito, a perspectiva de acolher essas crianças na escola, como será a nova rotina. Essas crianças viveram por muito tempo em uma rotina diferente, elas não vão voltar no mesmo ritmo“, afirma a educadora.

Formada em Educação Especial, Tatiana tem mestrado em Educação e doutorado em Psicologia do Desenvolvimento. Para ela, discutir como serão retomados os conteúdos é importante, mas proporcionar um retorno tranquilo às aulas é ainda mais necessário, já que as crianças vão levar “marcas” de tudo o que aconteceu.

“Eu estava muito angustiada, as pessoas falando nas redes sociais sobre turno inverso, reposição de conteúdo. A escola não precisa pensar em reposição na primeira semana, no primeiro mês. Os alunos têm que viver vida de criança, correr”.

“Me assustou que as pessoas estavam discutindo conteúdo, e não crianças como crianças”, disse

A professora acrescenta a importância de se aprender questões mais amplas, como desigualdade social e solidariedade.

“Escolas particulares estão tendo aula remota, estão com atividades, mas tem crianças que estão em vulnerabilidade social, não têm computador, nem internet em casa. Não tem apoio familiar para estar fazendo alguma coisa. Muitas crianças dependem da merenda escola, por exemplo”.

Fortalecimento de vínculos

Segundo a psicóloga, para a criança enfrentar esse momento, ela precisa se sentir segura sobre sua ligação com os pais ou com os adultos cuidadores. Vínculo seguro, afeto e comunicação clara desenvolvem a chamada segurança básica.

“É importante poder falar de forma clara para as crianças o que está acontecendo. Não é porque uma criança é pequena que a gente vai supor que ela não está entendendo. As crianças são mais capazes do que a gente imagina de perceber as coisas que acontecem em sua volta. Elas podem não ter a clara noção didática do que é o vírus, a pandemia e a contaminação. Mas elas têm uma percepção afetiva emocional muito clara”.

Conversando com as crianças é possível trazer à tona outros temas importantes.

“No momento que tu explica, que tem que ficar em casa porque tem um vírus, uma doença, e outras pessoas podem pegar se a gente sair, aí tu também começa a introduzir um outro conceito que é a empatia. Tu precisa estar em casa para cuidar não só de ti, mas também dos outros”.

Outro ponto importante é que os pais abordem com as crianças temas como luto e morte.

“Porque também é uma forma de luto a gente perder a autonomia como a gente vem perdendo, perder a possibilidade de contato, de abraço. Crianças perdem o contato com os amigos, perdem o contato com familiares, com os avós, então, também tem que aprender a fazer esse luto. Mas da morte real também. Acho que é uma oportunidade de poder falar sobre isso. No geral, algumas famílias, alguns adultos, têm receio de abordar o tema da morte com as crianças. Mas é um tema que é necessário”.

Por fim, Mara diz que é normal os pais se sentirem sobrecarregados, por isso, é preciso que as pessoas não se cobrem tanto em meio ao isolamento social e à pandemia.

Para ler a reportagem completa, clique aqui

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